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Estresse na gravidez aumenta chances da criança ter problemas de saúde

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Estresse na gravidez aumenta chances da criança ter problemas de saúde

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Um estudo encontrou uma associação entre o nível de estresse da mãe na gestação e o risco de o bebê ter algum problema de saúde nos três primeiros anos de vida. A pesquisa foi publicada no periódico Psychosomatic Medicine. Medido por meio do hormônio cortisol, o estresse entre as grávidas foi relacionado a crianças três vezes mais propensas a ter infecções respiratórias, resfriados, febres e infecções de ouvido. 

O principal autor do estudo, Michael Roettger, da Universidade Nacional da Austrália, disse ao jornal The Sydney Morning Herald que, embora a descoberta precise se analisada em mais pesquisas, ele espera que ela forneça ainda mais razões para os governos darem suporte à saúde mental durante a gravidez.

O estudo foi feito em 123 mulheres que esperavam o primeiro filho e forneceram amostras de cortisol salivar entre 12 e 32 semanas de gestação, antes e depois de uma discussão com o parceiro.

As discussões também foram gravadas para permitir que os psicólogos classificassem o estresse vivenciado. As participantes também tiveram uma avaliação de saúde mental. As mães relataram a saúde geral da criança e vários indicadores de doença infantil (consultas médicas, febre, ouvido e infecções respiratórias) quando as crianças tinham seis meses, um e três anos. Os resultados mostraram uma associação entre as mulheres que tiveram níveis maiores de cortisol durante a gestação e o número de problemas de saúde nos filhos.

Tratamento e prevenção do estresse

Aprender a gerenciar o estresse exige, em primeiro lugar, uma avaliação da vida. Muitas vezes, as fontes de perturbação podem ser gerenciadas – sair mais cedo para evitar o trânsito e o medo de chegar atrasado; conversar com o colega que não responde quando você o cumprimenta e assim por diante. A razão e o autoconhecimento podem ser úteis. Modificar o estilo de vida também é fundamental para se evitar as consequências negativas. Veja algumas recomendações dos especialistas:

Durma bem

A privação crônica de sono comprovadamente aumenta os níveis de cortisol. Não é à toa que, sem dormir direito, as pessoas ficam mais reativas, irritadas e comem mais. Ter uma rotina bem determinada, relaxar à noite com banhos e automassagem, além de desligar os eletrônicos ao menos uma hora antes de dormir são dicas para evitar a insônia.

Pratique atividade física regular

O exercício físico estimula a produção de endorfinas que promovem bem-estar, ajudam no sono e no relaxamento, por isso funciona como escudo contra os efeitos do estresse. Além disso, o movimento ajuda a canalizar a raiva e a frustração, o que é terapêutico. Uma simples caminhada pode trazer alívio em momentos de tensão. Por fim, praticar uma atividade ou esporte melhora a autoestima e a sensação de autocuidado, que também fazem a diferença na hora de enfrentar as adversidades.

Alimente-se de forma equilibrada

Muita gente come com pressa e passa muitas horas em jejum. Os sintomas de hipoglicemia podem ser confundidos com os da ansiedade. Estimulantes como a cafeína e o excesso de açúcar também podem interferir no bem-estar.

Respire com o abdômen

A respiração diafragmática é natural nos bebês, mas, com o passar dos anos, as pessoas passam a respirar apenas com o tórax, o que nem sempre é suficiente para oxigenar o cérebro. Essa atitude básica é o ponto de partida de quase todas as técnicas de relaxamento, porque realmente traz resultados.

Inclua pra prazer  na sua rotina

almoçar com os amigos, assistir bons filmes, passear no parque, brincar com animais de estimação, praticar um hobby, ou seja, cada um tem a sua forma de cultivar o bem-estar. Essas atividades devem estar presentes nas fases difíceis. Se você perdeu a capacidade de sentir prazer, procure ajuda de um psicólogo.

Medite

Diversos estudos comprovam os efeitos de diferentes técnicas de meditação no gerenciamento do estresse. Uma das vantagens dessas práticas é aprender a encarar os próprios pensamentos e sensações com distanciamento, o que aumenta o autocontrole.

Procure ajuda

Buscar técnicas de relaxamento, biofeedback, neurofeedback, acupuntura, dança, grupos de autoajuda, bem como cultivar uma religião ou filosofia de vida são algumas medidas que podem melhorar sua relação com os estímulos estressores.



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